Como a escola pode contribuir com o aluno para uma boa escolha de curso no Vestibular

Sempre que se aproxima o Vestibular, ENEM ou não, vemos os jovens quase desesperados sobre qual curso irão prestar. Esta sempre foi uma preocupação, porém, vejo que, de alguns anos para cá, isso tem sido um pesadelo para muitos. Ora, o que fazer então para amenizar tal situação? Como nós, gestores e professores de Escola, podemos contribuir para que o aluno faça uma escolha mais tranquila e menos frustrante? Vejamos então alguns pontos relevantes.

 

1. Colocarmo-nos no lugar dos nossos alunos.

Para nós, Escola como um todo, é fundamental, muitas vezes até vital, ter os nossos alunos passando nos mais diversos vestibulares. Desta forma, a nossa Escola será bem conceituada na cidade e, assim, mais alunos serão matriculados. Nós só esquecemos uma coisa: o nosso aluno deve ser formado para a vida e seus desafios, e passar no vestibular é somente uma etapa, mas não o fim, o tudo. Portanto, devemos, sim, favorecer aos alunos um potencial cognitivo para que possam enfrentar uma prova de acesso a uma Universidade, mas não podemos esquecer que este mesmo indivíduo precisa entender que estará sujeito a sofrer percalços pelo caminho e, assim sendo, preparar-se humanamente e espiritualmente também faz parte do enfrentamento destes momentos indesejados.

A Escola, portanto, não pode pensar apenas nela, “usando-se” dos alunos como o único meio que se tem para alcançar o reconhecimento das pessoas, mas que estes sejam coajudantes neste processo de reconhecimento.

 

2. Realizar um trabalho a longo prazo.

Muitas são as vezes que os alunos despertam para a Universidade apenas quando chegam no Ensino Médio. Muitos só conseguem pensar nesta realidade a partir do 3º ano. Ora, por que não se trabalha este mesmo aluno desde o Fundamental 1? Como será que estamos desenvolvendo as profissões nos nossos alunos?

É sabido por todos que a criança é estimulada a uma profissão já no convívio familiar, ao ver o pai e/ou a mãe saindo de casa para ir trabalhar. Quando isso acontece, a experiência da família é facilitadora e estimuladora para que esta criança possa iniciar um processo longo, que será amadurecido com o tempo, tendo seu ponto de culminância no 3º ano do Ensino Médio.

Portanto, cabe à Escola tornar possível um melhor entendimento e amadurecimento do seu aluno sobre os mais diversos campos profissionais, proporcionando-lhe meios de conhecimento ou até mesmo inserindo-o no mundo profissional, por meio de palestras e outros caminhos possíveis, adaptados aos níveis escolares.

 

3. Preparar o aluno para o futuro.

Desde a infância, escutamos pessoas dizendo que a criança de hoje é o futuro de amanhã. Porém, precisamos fazer uma reflexão mais aprofundada desta frase, pois só assim ela deixaria de ser uma frase puramente teórica para tornar-se prática e real.

Ora, se queremos pensar em um adulto qualificado, preparado para os desafios que o mundo do trabalho proporciona, devemos nos preocupar com ele já a partir da sua infância, buscando incentivá-lo a encontrar subsídios para que possa desenvolver meios que, mediante os desafios e dificuldades que encontrar, seja capaz de vencê-los e de tornar-se um homem na sua totalidade.

 

Prof. Giovane

Prof. Giovane Amorim – Pedagogo.
Colaborador do site.

 

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